sábado, 23 de abril de 2011

Vizinhos e suas loucuras

Os vizinhos nunca são pessoas normais. Muitas vezes não falam com você, não te cumprimentam quando passam por você, você nunca sabe seus nomes, mas você é a primeira pessoa pra quem ele pede a churrasqueira, o martelo ou qualquer outro objeto que ele mesmo poderia comprar.

Os vizinhos podem se enquadrar em muitas categorias muitas delas não podem ser ditas nesse blog, mas os principais tipos são:

·         O Folgado: o vizinho folgado é aquele que não se toca, pede suas coisas e muitos deles nem pedem, simplesmente pegam mesmo que estejam em seu quintal. Depois ele te olha com a cara mais deslavada possível e ainda confessa que pegou emprestado (sem te pedir);

·         O Barulhento: o vizinho barulhento faz arruaça todo dia. Ele grita com os filhos toda hora, xinga os coitados, briga com a mulher, até para dormir o cara faz barulho! Além disso, o vizinho barulhento tem um gosto musical duvidoso. Você, com toda certeza nunca terá um vizinho que gosta de ouvir algo que você goste. Ele sempre ouvirá aquilo que você mais detesta. Pode ter certeza disso!

·         O com filhos: o vizinho que tem filhos pequenos com certeza é um dos piores, mas algo torna esse vizinho particularmente enjoado que é quando ele além de ter filhos não dá a devida educação a eles. Os moleques gritam, xingam (como o pai e a mãe)fazem barulho 7 horas da manhã de um sábado, jogam pedras no telhado e ninguém fala nada, nem um “me desculpe, eu não sei educar essas pestinhas”;

·         O Fofoqueiro: esse vizinho é o mais comum que existe, ele toma conta de tudo que acontece no bairro e na sua casa também e mesmo que você não queira você acabará sabendo de tudo que acontece na sua rua também, através desse vizinho;

·         O Ladrão de frutas e verduras: é aquele que pega aquela manga madurinha que você estava namorando ou aquele que pega o cacho de bananas que você estava esperando amadurecer no pé. Esse é o pior.

Bem, esses são os que eu já tive contato imediato e você, conhece que tipos de vizinho?

O melhor disso tudo, se é que existe algo bom é que fechando sua porta você se livra desse chato de galochas que perturba sua vida.



Nadda contra vizinhos.
Tudo contra vizinhos chatos.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Crônicas do transporte coletivo: Fones

Os  fones são de longe os maiores causadores de estresse naquele momento em que você poderia dar aquela cochilada.

É, finja que você não se importa, mas quando no início daquele ronco você escuta “Tô sem freio, tô sem freio” ou coisa pior em altíssimo som você com certeza grita: “NÃO POSSO MORRER HOJE!” após pensa aliviado: “Alguém pode comprar um fone pra esse cara?” Seguido de: “Eu quero dormir, pow”

A verdade é que não há explicação para esse problema simples de ser resolvido:
Fones de ouvido: R$ 20,00 (no Mercadolivre)
Celular: em média R$ 200,00 (com MP3, é claro, senão pra quê esse post?)
Pessoa mal educada: não tem preço e nem limite.

Quer coisa mais ilógica? Como o cara tem grana pra comprar um celuleco com MP3, mas não compra um fone de ouvido? (Explique-me, dê sua teoria no comentário, por favor, que eu também gostaria muito de entender).

O engraçado é que eu nunca encontro alguém que esteja escutando: um Tom Jobim ou um Gun's pelo menos. Não! As pessoas gostam de saber que todo do ônibus está sabendo “Como é que ela vem/ Como é que ela tá”. Só os seus tímpanos saberem, não basta.

Pelo amor de Deus, doe um fone de ouvido para uma pessoa que não tem.

Quem sabe assim eu consigo dormir um dia no busu sem ser acordada abruptamente por uma frase constrangedora.

Nadda Contra, só usem fones de ouvido que tá tudo certo!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Carnaval e seus crustáceos


Todo brasileiro espera pelo período do Carnaval.

Isso não quer dizer que todos os brasileiros curtam Carnaval. Quer dizer apenas que alguns brasileiros vão se acabar na festa e que outros o esperam para poder ficar em casa. Para os mais sortudos, como os que trabalham no serviço público, são quase dez dias de folga. Oba! Que isso não mude nunca.

Tem muita bebedeira, mas no Carnaval é permitido. Isso quer dizer que os que já bebiam vão beber ainda mais e que principalmente nas cidades do interior, como não tem nada para fazer, todos vão para o quiosque durante todos os outros dias do ano e aí vem o Carnaval que, na verdade, como vocês podem perceber não muda em nada a rotina dos outros 361 dias, mas acrescentam aos dias de bebedeira 4 dias em que tudo é permitido, ou seja, não somente beber, mas cair e se levantar também sem que toda a galera da sua rua fique te olhando e te condenando.

O engraçado são os Blocos das Piranhas. Já reparou que piranha tem em todo lugar? Aqui em Cachoeiras (de Macacu) tem as Piranhas do Goiabal, as Piranhas de Japuíba, as Piranhas de Papucaia e assim por diante. Só não tem um rio com piranhas (espécie de peixe carnívoro) só rio sem piranhas e belas cachoeiras como o nome já diz.

Quem vai para a rua no Carnaval só quer uma coisa: se divertir, mas na verdade o período do Carnaval caracteriza-se pelos problemas que já começam em casa. A fantasia de dez anos atrás não entra, a namô ou o namô reclama da sua roupa, ou de quem estará na festa. Quando saímos de casa a coisa só piora: - Quem é aquele cara te olhando? - Quem é essa mocreia dando em cima do meu namorado? E assim a festa começa a esquentar.

Além disso, tem as músicas que são uma inspiração para as cabeças inchadas. Nenhuma delas tem sentido e nem podem ter mesmo, o cara tá na mão do palhaço e não pode perder tempo tentando entender o que tá ouvindo. Você tá no meio do bloco e de repente escuta em altíssimo som: “Segura na pata do caranguejo” automaticamente você, que não é bobo nem nada, agarra-se ao braço da coleguinha do lado. Você tem um crustáceo ao lado e não sabia, só cuidado pra ela não arrancar tua mão fora.

Nadda Contra, mas que é Carnaval é.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Vibe eterna

Você já reparou nos clipes de hoje em dia?
Todo clipe que vejo na TV ultimamente apresenta a mesma historinha: todo mundo numa festa curtindo uma noitada regada a bebidas alcoólicas variadas, mulherada bem soltinha, poucos homens e muita música alta. Todas as pessoas estão numa vibe infinita- uma festança!

Desculpe acho que festança é um termo muito arcaico, então usemos – uma balada. Pois bem uma balada frenética todos com todos e fazendo até sanduíche como na dancinha do maxixe.

Pois todos estão numa balada sem fim. A bebedeira é um caso a parte, gente vomitando e tal. Fico pensativa quando vejo a cena e me pergunto: será que essa gente não faz nada além dessa balada? Sim porque, pense bem: se em todo clipe tem uma balada rolando não tem mais ninguém no resto do mundo que não esteja em uma baladinha.

Outra coisa que me deixa intimamente ansiosa por saber a resposta é: porque ou para quê uma pessoa em sua sã consciência carrega consigo um tablet ao ir a uma festa?

Todo mundo lá dançando, bebendo e tal, a maior curtição e eu lá, com um tijolo na mão. Se alguém derruba sem querer uma bebida naquela porcaria eu caio dura no chão. Ataque cardíaco na certa! Então se há essa possibilidade eu deveria deixar a droga do tablet em casa.

Além disso, sejamos sinceros, o que eu faria com um negócio desses numa balada se há tantas outras coisas pra se fazer nela?

Convenhamos, MSN eu uso em casa! Provavelmente quando não tenho o que fazer, o que não é o caso principalmente agora que estou saindo pra minha balada diária.

Nadda Contra, mas que é estranho é.